A pressão política do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, acelerou as discussões internas do PSD sobre a escolha do nome que representará a legenda na disputa pela Presidência da República em 2026.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, havia afirmado que a definição do candidato presidencial da sigla ocorreria apenas após o dia 15 de abril. Com o avanço das articulações e a pressão pela definição do projeto nacional do partido, no entanto, o calendário foi antecipado e a expectativa agora é de que o anúncio seja feito ainda neste mês, possivelmente até o dia 31 de março.
Caiado anunciou, meses atrás, a intenção de se filiar ao PSD como parte da estratégia para viabilizar uma candidatura ao Palácio do Planalto. Apesar disso, o governador ainda não formalizou o registro de filiação na nova sigla e segue oficialmente no União Brasil. Nos bastidores, o gesto é interpretado como um movimento político que aumenta a pressão sobre o PSD para acelerar a definição sobre quem irá representar o partido na corrida presidencial.
A leitura que circula no meio político é que a permanência formal de Caiado no União Brasil também mantém alternativas abertas. Caso não seja escolhido como candidato do PSD ao Palácio do Planalto, uma das possibilidades discutidas é a continuidade no partido atual e a avaliação de outros caminhos eleitorais para 2026, incluindo uma eventual disputa por vaga no Legislativo federal.
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Segundo informações de bastidores, a antecipação da decisão também atende a uma estratégia da direção nacional do PSD de definir rapidamente quem irá encabeçar o projeto presidencial da legenda. A avaliação é de que a definição antecipada evita que os interessados mantenham “cartas na manga” ou fiquem com planos políticos amarrados à indefinição sobre a corrida ao Planalto.
O partido já colocou na vitrine três nomes apontados como possíveis presidenciáveis: Caiado, o governador do Paraná, Ratinho Junior, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O encontro reuniu as lideranças como forma de apresentar os projetos nacionais e medir o peso político de cada um dentro da legenda.
Na ocasião, Kassab reforçou que o PSD pretende lançar candidatura própria à Presidência e chegou a afirmar, em tom de ironia, que isso só não ocorreria se os três possíveis postulantes “morressem em um acidente de helicóptero”.
A antecipação da decisão também revela um movimento de organização interna do PSD para evitar que a disputa pelo protagonismo nacional se prolongue dentro da legenda. Ao definir mais cedo quem liderará o projeto presidencial, o partido busca dar previsibilidade às articulações políticas e permitir que os demais quadros ajustem seus próprios planos eleitorais com antecedência, em um cenário que já começa a ser desenhado para 2026.









