O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (2), que a guerra contra o Irã “não será eterna” e definiu de forma direta os objetivos dos EUA: destruir os programas nuclear e de mísseis de Teerã e neutralizar a Marinha iraniana. Segundo ele, a ofensiva tem “missão clara, devastadora e decisiva”.
“Às organizações de mídia e à esquerda política que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável, nossa geração sabe melhor, e Trump também. Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça de mísseis, destruir a Marinha, e nada de armas nucleares”, afirmou. “O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação”, completou.
Foi a primeira vez que uma autoridade norte-americana apresentou de maneira explícita as metas militares do país no Oriente Médio. Até então, as justificativas públicas se apoiavam em declarações genéricas, como a defesa do povo norte-americano e a alegação de que o Irã possuiria mísseis capazes de atingir os EUA.
Secretário afirma que os EUA não iniciaram a guerra mas “vão terminá-la”
Hegseth declarou que nada está descartado no conflito, mas garantiu que não haverá envio de tropas ao território iraniano. Também afirmou que caberá ao presidente Donald Trump decidir quanto tempo a guerra irá durar. O secretário acusou o Irã de buscar uma “chantagem nuclear” e sustentou que Washington não iniciou o confronto mas “mas sob o presidente Trump, vamos terminá-la”.
O secretário dos EUA afirmou que as “persistentes ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas globais de navegação e seu crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais não são mais riscos toleráveis”. Segundo ele, o país estava desenvolvendo armamentos de grande poder “para criar um escudo convencional para suas ambições de chantagem nuclear”, colocando bases norte-americanas, a população e aliados na mira.
Segundo ele, o regime iraniano “teve todas as chances” de firmar um acordo nuclear com os EUA. Embora tenha dito que “não é uma guerra de mudança de regime”, afirmou que “o regime certamente mudou — e o mundo está melhor por isso”, disse Hegseth, ao mencionar a morte do líder supremo Ali Khamenei nos bombardeios.
Chefe do Estado-Maior detalha operação
Ao lado do secretário, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, detalhou a Operação Fúria Épica, iniciada no sábado (28) de manhã, sob ordens da Presidência norte-americana e liderada pelo almirante Brad Cooper. Segundo ele, foram empregados mísseis Tomahawk de alta precisão em uma ação baseada em “velocidade, surpresa e violência”, que deixou o regime iraniano “sem a habilidade para enxergar ou reagir adequadamente”.
Dan Caine e Pete Hegseth (Foto: Reprodução/ @WhiteHouse)
Caine afirmou que os objetivos “levarão tempo para serem atingidos” e alertou para possíveis novas baixas. “Esperamos ter mais baixas e, como sempre, vamos trabalhar para minimizar as baixas americanas. Mas é uma operação de combate”, disse. Antes de detalhar a ofensiva, prestou solidariedade aos militares mortos e feridos: “Eles representam o melhor de nossa nação. São exemplos verdadeiros do que o altruísmo e o serviço significam. Nossos sentimentos são enviados às suas famílias, seus amigos e suas unidades”.
Os ataques, conduzidos em conjunto por EUA e Israel, atingiram alvos em Teerã e em outras cidades iranianas. Segundo atualização do Crescente Vermelho do Irã divulgada nesta segunda-feira, 555 pessoas morreram desde o início dos bombardeios, que marcaram a escalada da guerra entre os três países.









