A reação internacional aos ataques contra o Irã mobilizou líderes políticos e religiosos, que alertaram para o risco de ampliação do conflito no Oriente Médio e defenderam a retomada do diálogo.
No Vaticano, o papa Leão XIV afirmou ter “profunda preocupação” com o Irã e a região e pediu o fim da “espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável”. Ao falar na Praça de São Pedro após a oração do Ângelus, sustentou que “a estabilidade e a paz não podem ser construídas por meio de ameaças mútuas ou armas, que semeiam destruição, dor e morte”.
Em Moscou, o presidente Vladimir Putin classificou como “assassinato cínico” a morte do aiatolá Ali Khamenei, segundo a agência TASS. Ele afirmou que o episódio violou “todas as normas da moralidade humana e do direito internacional”.
UE fala em uma “escalada ainda maior” no Irã
Na União Europeia, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, declarou haver risco real de “escalada ainda maior” e defendeu uma “transição credível no Irã” que restaure a estabilidade. Ela relatou conversas com o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, e com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e mencionou as “consequências dos ataques imprudentes e indiscriminados do Irã”.
Ursula von der Leyen (Foto: Reprodução)
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o uso da força por EUA e Israel e a retaliação iraniana, pedindo cessação imediata das hostilidades. França, Alemanha e Reino Unido solicitaram que Teerã encerre os programas nuclear e de mísseis e retorne às negociações. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que “a escalada em curso é perigosa para todos”.
Emmanuel Macron (Foto: Reprodução)
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apoiou a firmeza dos EUA e voltou a acusar Teerã de fornecer drones à Rússia. A China manifestou “profunda preocupação”, pediu respeito à soberania iraniana e um “cessar imediato” da violência.










