A construção do novo Anel Viário na Grande Goiânia ganha mais um desdobramento com a inclusão no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal. Agora os recursos para a realização da obra serão assegurados pela união. O anúncio foi feito pelo prefeito Sandro Mabel (União Brasil), nesta segunda-feira (9), que destacou a importância da obra para o futuro da mobilidade na Região Metropolitana.
A obra é considerada uma das maiores já planejadas na área de infraestrutura viária na região, que com a entrada de investimentos do PAC passa a integrar o planejamento do governo federal. A articulação para a inclusão do projeto no Programa de Aceleração ocorreu em Brasília e contou com a participação do deputado federal José Nelto (União Brasil), do senador Vanderlan Cardoso (PSD) e de outros integrantes da bancada goiana no Congresso Nacional.
Segundo o prefeito, a medida permite viabilizar financeiramente uma obra estratégica para o desenvolvimento urbano. Ele ressaltou que o apoio conjunto dos parlamentares foi decisivo para o avanço da proposta.
A primeira vez que a ideia da construção de um anel viário em Goiânia foi discutida em 1995, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando foi construído o contorno até a Eternit, na região do bairro Chácaras Anhanguera, na região Oeste da Capital. O planejamento para esta nova etapa é estender o Anel Viário para mais três municípios.
Para o professor do Instituto Federal de Goiás e especialista em mobilidade urbana, Marcos Rothen, a construção do anel viário é algo necessário que trará melhora para a população da Região Metropolitana e para quem apenas está de passagem pela cidade. “A BR-153, que era uma rodovia para atender Goiânia e os viajantes, passou a também ser uma avenida com muitas atividades comerciais e industriais, e uma grande movimentação de veículos percorrendo este trecho da BR, contribuindo para congestionar a via”, explica.
Investimentos e planejamentos para a construção do Anel Viário
A construção do Anel Viário da Grande Goiânia tem um orçamento estimado em R$ 948 milhões, conforme valores atualizados pelo Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro), e terá aproximadamente 44 quilômetros de extensão. O traçado terá início em Goianápolis, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-153, passando por Senador Canedo, Goiânia e Aparecida de Goiânia, até chegar à região de Hidrolândia.
O projeto prevê a execução de 45 obras de grande complexidade, entre elas 10 pontes e 35 viadutos, além de cerca de 26 quilômetros de interligações com outras rodovias. O pavimento será em solo-cimento com revestimento rígido, solução que garante maior durabilidade à via. A projeção do Volume Médio Diário (VMD) para o ano de 2035 é de 21.844 veículos.
Considerada estratégica para a mobilidade urbana e para a logística regional, a obra tem como principal objetivo retirar o tráfego pesado de caminhões da BR-153, o que deve contribuir para a redução de congestionamentos e o aumento da segurança viária.
“Isso também afeta a segurança dos usuários, pois tem um movimento de veículos de pequeno porte, como as motos e muitos pedestres que precisam atravessar a BR. Dessa forma a construção de um novo anel viário, desviando o trânsito de passagem (veículos pesados e de transporte de cargas), vai atender tanto os que apenas passam quanto os que continuarão usando a atual BR para deslocamentos menores”, destaca Rothen.
Além disso, o especialista entende que o novo anel viário tem capacidade de atender a demanda de VMD por muito tempo, mas desde que seja feito conforme previsto e não seja permitida a ocupação da área lateral da pista. “O acesso ao anel viário deve ser restrito em poucos pontos, evitando a ocupação que ocorreu no trecho da BR-153. Assim a logística de carga vai poder ter mais rapidez, isso tanto para os que passam como para os que circulam pela região”.
Dessa forma, na visão de Marcos Rothen, diversos setores serão beneficiados pela construção deste Anel Viário, principalmente para caminhões de carga, que acabam perdendo muito tempo circulando no perímetro urbano e geram insegurança para o trânsito.
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