O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou sobre o seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve acontecer em março. O mandatário afirmou que, se o republicano conhecesse a “sanguinidade de lampião em um presidente”, o norte-americano não provocaria o Brasil. De acordo com o petista, a discussão do Brasil gira em torno da “construção da narrativa”.
O chefe do Executivo disse que o governo brasileiro quer mostrar para o mundo a relevância do multilateralismo e acrescentou que não interessa ao Brasil o unilateralismo e a teoria de que “o mais forte pode tudo contra o mais fraco”.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Créditos: Marcelo Camargo/ABr
Fala polêmica
“Quando eu viajar [para os Estados Unidos], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso. Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, disse o petista.
Acesse também: Braga Netto pede ao STF curso à distância e TV à cabo na prisão
A declaração ocorreu durante evento no Instituto Butantan, em São Paulo, nesta segunda-feira (9). A fala de Lula em relação a Trump se dá em tom de brincadeira depois de os dois presidentes se encontrarem e terem tido uma “química” durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em 2025.
Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante Assembleia Geral da ONU em 2025 – Créditos: Ricardo Stuckert
Críticas de Trump
Politicamente alinhado com Jair Bolsonaro (PL), Trump antes tecia críticas à forma com que o governo brasileiro tratava o ex-mandatário. À época, Bolsonaro era julgado por participar de um plano de golpe de Estado e a Casa Branca anunciou uma tarifa adicional de 40% contra os produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos, o chamado tarifaço.
Em evento na sexta (6), Lula disse que, agora, possui uma boa relação com Trump e que o presidente norte-americano reconhece isso. (Especial para O HOJE)










