A partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro, turistas que quiserem manter a tradição de lançar uma moeda na Fontana di Trevi, em Roma, terão que pagar uma taxa de 2 euros (cerca de R$ 12,44). A cobrança faz parte de uma nova política adotada pelas autoridades italianas para conter o turismo excessivo e arrecadar recursos para a conservação do monumento.
A taxa será aplicada apenas aos visitantes que descerem as escadas de pedra para se aproximar da bacia da fonte. O acesso à praça ao redor da Fontana di Trevi, de onde é possível admirar o monumento, continuará sendo gratuito.
O valor será cobrado em horários específicos, das 11h30 às 22h nos dias úteis e das 9h às 22h aos fins de semana. Segundo as regras divulgadas em dezembro, moradores de Roma estão isentos da taxa, assim como pessoas com deficiência, seus acompanhantes e crianças menores de seis anos.
Mesmo surpreendidos pela novidade, alguns turistas demonstraram compreensão. A argentina Valentina De Vicentis, que visitava o local, afirmou não se incomodar com a cobrança. Para ela, a medida pode contribuir para reduzir a superlotação. “Tem menos gente aqui, então acho isso bom, porque senão fica muita gente e você não consegue tirar fotos nem aproveitar por muito tempo”, comentou.
Foto: Reprodução
Fontana di Trevi é símbolo de tradição
Um dos pontos turísticos mais visitados da capital italiana, a Fontana di Trevi é conhecida mundialmente pela tradição de jogar uma moeda na água como promessa de retorno a Roma. O local também ficou eternizado na famosa cena do filme La Dolce Vita (A Doce Vida), de 1960, com direção de Federico Fellini, em que Anita Ekberg entra na fonte e chama Marcello Mastroianni com o icônico grito: “Marcello! Venha aqui!”.
De acordo com as autoridades locais, mais de 10 milhões de pessoas visitaram a Fontana di Trevi entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O período coincidiu, em grande parte, com o Ano Santo Católico, o Jubileu, que levou cerca de 33,5 milhões de peregrinos à cidade.
Concluída em 1762 e alimentada por um antigo aqueduto romano, a fonte é uma obra-prima do Barroco tardio. A escultura central representa Oceano, o deus das águas, simbolizando os diferentes estados dos mares e rios do mundo.
Com o crescimento contínuo do turismo em Roma e em outras regiões da Itália, a adoção de taxas para visitantes tem se tornado cada vez mais comum em locais históricos e culturais.
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