O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a terceira fase da Operação Regra Três, com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão. A ação é conduzida pelo Gaeco e tem como alvo a suposta organização criminosa liderada por um delegado da Polícia Civil de Goiás e sua esposa.
De acordo com o MPGO, as medidas desta etapa são desdobramento direto das fases anteriores da investigação e tiveram como foco uma pessoa apontada como integrante relevante da estrutura do grupo. As apurações indicam que a investigada teria contribuído para a continuidade das atividades ilícitas mesmo após a prisão do delegado, ocorrida na primeira fase da operação. Ela teria exercido, por um período prolongado, função de coordenação regional na área educacional.
Segundo o Gaeco, elementos probatórios reunidos ao longo da investigação apontam que a investigada manteve comunicações consideradas indevidas com o delegado preso. Esses contatos teriam possibilitado a prática de atos administrativos e orientações relacionadas à gestão de uma instituição de ensino, além da suposta utilização de documentos ideologicamente falsos para manter contratos com o poder público.
As investigações também apontam indícios de tentativas de interferência no andamento da persecução penal. Entre as condutas apuradas estão a articulação de estratégias defensivas, a combinação de versões entre investigados e a apresentação de alegações posteriormente consideradas infundadas, com o objetivo de afastar ou reduzir responsabilidades criminais.
A decretação da prisão preventiva, conforme o MPGO, foi fundamentada na necessidade de garantia da ordem pública e na interrupção das atividades do grupo investigado. O órgão sustenta que medidas cautelares aplicadas anteriormente não foram suficientes para cessar as práticas criminosas apuradas.
A investigada já responde a ações penais, junto com outros denunciados, pelos crimes de organização criminosa, peculato, contratação direta ilegal e lavagem de capitais, relacionados a supostos desvios de recursos públicos. Ela ainda poderá responder por outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.
A terceira fase da Operação Regra Três contou com a atuação de promotoras e promotores de Justiça, servidoras e servidores do MPGO, além do apoio operacional das forças de segurança responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais e pelo traslado da investigada.










