Um novo vídeo divulgado pela família mostra a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro em Caldas Novas, no sul de Goiás, acompanhada por equipes da concessionária de energia Equatorial. A gravação foi enviada ao g1 pela mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, de 61 anos. No registro, Daiane relata problemas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no apartamento onde morava.
No vídeo, a corretora afirma que o fornecimento havia sido interrompido de forma irregular. Segundo ela, o cabo de energia estava desligado e não poderia ter sido cortado sem intervenção humana. Daiane também relata que a equipe da concessionária esteve no local para restabelecer o serviço.
Vídeo registra relato antes do desaparecimento
As imagens reforçam o contexto de conflitos vividos por Daiane antes de desaparecer. De acordo com familiares, os registros ajudam a esclarecer a rotina da corretora nos dias anteriores e integram o material analisado pelas autoridades. A gravação mostra Daiane consciente da situação e descrevendo o ocorrido enquanto acompanhava o serviço técnico no prédio.
Imagens mostram corretora desaparecida falando sobre cortes de energia no apartamento. Foto: Divulgação
A família informou que os problemas relacionados à energia elétrica já haviam sido relatados anteriormente e que o vídeo passou a integrar o conjunto de provas reunidas no inquérito. A investigação segue sob sigilo.
Ministério Público aponta novo crime
Após analisar processos já existentes envolvendo Daiane e a administração do condomínio, o Ministério Público identificou indícios de mais um crime, o de perseguição. Segundo a família, o MP e o Judiciário atuaram de forma contínua nos procedimentos instaurados antes do desaparecimento.
A denúncia apresentada aponta que os conflitos teriam começado após um desentendimento relacionado à locação de um imóvel com número de hóspedes acima do permitido pelas regras do condomínio. Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou que a Justiça fixe indenização mínima por danos morais no valor de dois salários mínimos.
O advogado da família, Plínio César Cunha Mendonça, afirmou que todas as linhas de investigação permanecem em andamento. Segundo ele, ainda são aguardados laudos periciais realizados no condomínio e em objetos apreendidos durante a apuração.
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Últimos passos e linhas de investigação
Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, no prédio onde a família mora, no centro de Caldas Novas. De acordo com a mãe, naquele dia a corretora desceu até o subsolo do edifício para tentar restabelecer a energia elétrica do apartamento, que estava sem luz.
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane entrando no elevador por volta das 19h enquanto gravava um vídeo para uma amiga. Ela sai da cabine em seguida e não retorna. Segundo a família, a porta do apartamento foi deixada aberta quando ela saiu, mas posteriormente foi encontrada fechada.
Foto: Divulgação
Ainda conforme relatos, a polícia quebrou o sigilo bancário da corretora e constatou que não houve movimentações financeiras após o desaparecimento. O carro de Daiane estava em uma oficina em Uberlândia, em Minas Gerais. A família também informou que ela costumava utilizar aplicativos de transporte para se locomover dentro da cidade.
O caso segue sob investigação. Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro da corretora.










