Viajar de avião envolve diferentes condições atmosféricas ao redor do planeta. Em alguns trechos, no entanto, a turbulência é mais frequente e intensa. Em 2025, a rota aérea entre Mendoza, na Argentina, e Santiago, no Chile, foi considerada a mais turbulenta do mundo pelo segundo ano consecutivo. O dado consta em um levantamento do site Turbli, plataforma especializada na análise anual das rotas com maior turbulência média.
Apesar de ter apenas 196 quilômetros de extensão, o trajeto lidera o ranking global ao registrar um índice médio de 22,98, classificado como turbulência moderada. O voo cruza a Cordilheira dos Andes, fator determinante para a instabilidade atmosférica na região. O encontro dos ventos com a cadeia montanhosa provoca o fenômeno conhecido como ondas de montanha, que gera oscilações no ar e aumenta a chance de movimentos bruscos durante o voo.
Por que essa rota foi eleito o mais turbulenta do mundo em 2025. Foto: Divulgação
Cordilheiras e relevo explicam instabilidade
De acordo com o Turbli, áreas montanhosas concentram algumas das rotas mais instáveis do mundo. Isso ocorre porque o relevo elevado interfere diretamente na circulação dos ventos. Quando as correntes de ar são forçadas a subir, passam a oscilar após ultrapassar as montanhas, criando zonas de instabilidade em diferentes altitudes.
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A medição utilizada no ranking é a taxa de dissipação de vórtices (EDR). Esse índice indica a velocidade com que estruturas turbulentas se desfazem no ar. O Turbli classifica a turbulência em cinco níveis: leve (0 a 20), moderada (20 a 40), moderada-severa (40 a 60), severa (60 a 80) e extrema (80 a 100).
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Além do trecho entre Mendoza e Santiago, outras rotas com características geográficas semelhantes aparecem entre as primeiras posições do ranking. Regiões da China, por exemplo, concentram diversos voos classificados como altamente turbulentos.
Ranking global e metodologia do estudo
As rotas entre Xining e Yinchuan e entre Chengdu e Xining, ambas na China, ocupam a segunda e a terceira colocação, respectivamente. Já o quarto lugar ficou com o voo entre Córdoba, na Argentina, e Santiago, enquanto a quinta posição é do trecho entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Santiago.
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O levantamento analisou 10 mil rotas aéreas que conectam os 550 maiores aeroportos do mundo. Para isso, o Turbli utiliza dados de previsão de turbulência da NOAA, dos Estados Unidos, e do Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido. As informações são coletadas a cada seis horas, em 18 níveis de pressão atmosférica. Ao final de cada mês, os dados são consolidados, formando a base do relatório anual.
Entre os destaques, o estudo aponta que o Brasil não aparece entre as rotas mais turbulentas do mundo, nem mesmo no recorte específico da América do Sul. O ranking completo de 2025 está disponível no site oficial do Turbli.







