O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (31) que o governo federal iniciou a retirada da Guarda Nacional das cidades de Chicago, Los Angeles e Portland. O anúncio foi feito por meio de uma publicação na rede Truth Social, na qual o presidente condicionou a saída das tropas à queda nos índices de criminalidade e advertiu que o envio poderá ser retomado caso os números voltem a subir.
“Estamos retirando a Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland, apesar de o crime ter sido drasticamente reduzido pela presença desses grandes patriotas nessas cidades, e somente por esse fato”, escreveu Trump. Em seguida, afirmou que as cidades “estariam destruídas se não fosse pela intervenção do Governo Federal” e acrescentou que voltarão quando os índices de criminalidade subirem novamente. “É apenas uma questão de tempo!”, finalizou.
Foto: Divulgação/ Casa Branca
Suprema Corte rejeita pedido do governo Trump
A decisão ocorre após a Suprema Corte dos EUA rejeitar, na semana passada, um pedido do governo para enviar a Guarda Nacional a Chicago com o objetivo de proteger agentes do ICE no contexto da política de repressão à imigração. Ao barrar a solicitação, a Corte indicou que a federalização da Guarda não se aplicaria à proteção de agentes de imigração.
Apesar do revés, o governo ainda poderia recorrer à Lei da Insurreição para autorizar o envio de forças regulares, medida defendida por Trump durante a campanha de 2024 e no início do segundo mandato. Paralelamente, tropas foram deslocadas para Nova Orleans para o esquema de segurança do Ano Novo, um ano após o ataque que matou 14 pessoas na Bourbon Street.
Na Califórnia, a retirada foi elogiada pelo procurador-geral Rob Bonta, que classificou o uso das tropas como “peões políticos” e chamou Trump de “um presidente desesperado para ser rei”.









