O Exército de Israel declarou nesta sexta-feira (29) que a Cidade de Gaza passou a ser considerada uma “zona de combate perigosa” e suspendeu o corredor humanitário mantido há cerca de um mês no local. A medida representa mais um movimento na ofensiva que, segundo o governo israelense, busca alcançar a chamada “vitória total” contra o Hamas.
As Forças de Defesa informaram que já controlam os arredores da Cidade de Gaza e que atuam “com grande intensidade” nessas áreas. Em comunicado, afirmaram que, a partir das 10h (4h em Brasília), as pausas táticas usadas para permitir circulação de civis e distribuição de ajuda não serão mais aplicadas na região central da cidade. O corredor havia sido aberto no fim de julho para facilitar o transporte de alimentos.
No mesmo dia, Israel anunciou a recuperação do corpo do refém Ilan Weiss, além de vestígios relacionados a outro sequestrado, que não teve o nome revelado. As autoridades estimam que cerca de 50 israelenses ainda estejam em poder do Hamas em Gaza, dos quais aproximadamente 20 estariam vivos.
A Cidade de Gaza abriga em torno de 1 milhão de pessoas, segundo a ONU. Parte dessa população chegou após ser expulsa de outras áreas do enclave durante os quase dois anos de conflito. O secretário-geral da organização, Antonio Guterres, advertiu que uma ofensiva de larga escala no centro urbano pode provocar consequências catastróficas.
Israel considera a conquista da Cidade de Gaza um passo crucial em sua estratégia militar. O governo de Benjamin Netanyahu afirma que, após dominar a capital, pretende expandir a ofensiva para controlar todo o território palestino. Segundo o Exército, os “primeiros estágios” dessa tomada já estão em andamento.
O post Zona Perigosa: Israel interrompe corredor humanitário na Cidade de Gaza apareceu primeiro em O Hoje.