Na noite da última terça-feira (26) teve início, de forma velada, o monitoramento de policiais penais do Distrito Federal em frente à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), localizada na região do Jardim Botânico de Brasília. Logo após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para monitoramento ininterrupto, uma viatura descaracterizada foi deslocada ao condomínio. Na manhã de quarta-feira (27), duas viaturas passaram a fazer parte do monitoramento. O plano de controle, feito pelo Secretaria de Administração Penitenciária do DF, destaca duas viaturas em tempo integral, sem slogan ou brasão da polícia.
Os policiais penais dentro do local se revezam. Um ponto de apoio, em parceria com o condomínio, foi estabelecido para que os agentes – sem uniformes – tenham local para tomar água, comer ou ir ao banheiro durante os revezamentos. Os policiais penais também ficam em tempo real com acesso remoto à tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Bolsonaro e qualquer intercorrência é comunicada. A escala de quantas horas e quando é o revezamento dos agentes é mantida sob sigilo por questões de segurança.
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A atuação da polícia atende à uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após um pedido do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), e de uma manifestação favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo a decisão do magistrado, a medida deve ser cumprida: em tempo real; evitando a exposição indevida; abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática; sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; utilizando ou não uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem, a critério policial.
Em ofício enviado ao Supremo, a PF pede “reforço urgente e imediato” de policiamento no entorno da casa de Bolsonaro, bem como a manutenção e constante checagem da tornozeleira eletrônica. O pedido afirma que chegaram ao conhecimento da PF informações sobre um “risco concreto” de fuga de Bolsonaro. O ofício menciona que o ex-presidente poderia tentar entrar na Embaixada dos Estados Unidos e, depois, pedir asilo político ao país.
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