O norte da Espanha enfrenta uma onda de incêndios florestais provocada por calor intenso e ventos fortes, que geraram redemoinhos de fogo e forçaram a retirada de centenas de moradores. Ao menos 13 focos foram registrados na região de Castela e Leão, levando cerca de 700 pessoas a deixarem suas casas em seis vilarejos próximos ao parque nacional de Las Médulas, patrimônio da Unesco.
Segundo Juan Carlos Suárez-Quiñones, chefe de Meio Ambiente do governo regional, quatro incêndios permaneciam ativos na manhã desta segunda-feira (11), enquanto os bombeiros controlaram os outros nove. O calor extremo aliado a ventos potentes dificulta o combate, especialmente com a fumaça densa impedindo a ação de aviões.
Moradores da cidade de Congosta tentaram conter as chamas usando mangueiras de jardim para proteger casas e vegetação, enquanto se preparavam para evacuar. O calor chegou a 42ºC em algumas áreas do país, prolongando a situação crítica.
Cientistas ao redor do mundo afirmam que os verões mais secos e quentes no Mediterrâneo aumentam o risco de incêndios que, ao se espalharem pela vegetação ressecada e com o auxílio dos ventos, tornam-se difíceis de controlar e podem formar redemoinhos de fogo.
Além da Espanha, a Europa em geral enfrenta uma onda de calor recorde. No sul da França, cidades como Bordeaux bateram marcas históricas, chegando a 41,6ºC, superando recordes anteriores. Na Hungria, o sudeste registrou 39,9ºC, novo recorde nacional, e Budapeste atingiu 38,7ºC.
Em resposta, as autoridades proibiram fogueiras e alertam para os riscos à saúde, especialmente a idosos. Na região dos Bálcãs, incêndios florestais também provocaram evacuações em países como Montenegro, Albânia, Bulgária e Turquia.
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