A Justiça Eleitoral de Goiás tornou inelegível o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano, e a ex-primeira-dama, Sulnara Santana, por abuso de poder político praticado durante as eleições municipais de 2024. A condenação, proferida pela Justiça na última terça-feira (4), torna Vilmar e Sulnara inelegíveis até 2030 — já que os anos são contados desde 2022 — e multados em R$ 30 mil.
A Justiça Eleitoral goiana entendeu que o ex-prefeito e a ex-primeira-dama utilizaram a estrutura do Paço da cidade administrativa para pressionar servidores comissionados, ameaçando exonerar os funcionários que não apoiassem a candidatura do deputado federal Professor Alcides, na época filiado ao PL, à Prefeitura de Aparecida. A condenação ainda cabe recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).
A sentença foi assinada pela juíza da 119ª Zona Eleitoral, Christiane Gomes Falcão Wayne. Em sua decisão, a magistrada afirmou que “o núcleo político composto por Vilmar Mariano da Silva e Sulnara Gomes Santana se valeu de sua posição de poder para intervir indevidamente na estrutura da Administração Pública Municipal, utilizando-se da ameaça de exoneração como instrumento de pressão e fidelização política”.
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A juíza rejeitou as queixas de abuso de poder econômico, absolvendo Professor Alcides, o ex-candidato a vice-prefeito de Aparecida na chapa do PL, Max Menezes, e o vereador Olair Silva Gomes (PRD).
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