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Com a fusão, para onde vão os políticos do PSDB e Podemos em Goiás?

Administrador Por Administrador
6 de junho de 2025
Em Política
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Com a fusão, para onde vão os políticos do PSDB e Podemos em Goiás?

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A possível fusão entre PSDB e Podemos, que avança a passos largos, já tem provocado reações em Goiás. O principal impacto seria uma migração em massa de políticos com base no governo Ronaldo Caiado (União Brasil), principalmente entre os integrantes do Podemos, que veem no PSDB um projeto antagônico ao atual grupo político que comanda o estado.

O deputado federal Glaustin da Fokus, presidente estadual do Podemos em Goiás, foi taxativo ao O HOJE: se a fusão acontecer e o novo partido ficar sob o controle do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), ele deixará a legenda. “Tenho base com o governador Caiado, minha turma é do Ronaldo Caiado. Mesmo respeitando a história do Marconi, eu teria dificuldade. Estou numa base de governo que não tem conversa com o Marconi”, declarou. Glaustin também admitiu que só permaneceria na sigla unificada caso tivesse o comando da estrutura em Goiás — o que ele próprio considera improvável.

Leia mais: De um lado, “superchapa” UB e PP; do outro, racha na fusão PSDB-Podemos

Isso deixa evidente a rixa entre dois campos políticos no estado: de um lado, o ex-governador Marconi Perillo, que deve concorrer a algum cargo em 2026; de outro, Ronaldo Caiado, que já articula alianças em torno de si e do vice Daniel Vilela (MDB) também para o próximo ano.

O atual presidente estadual do PSDB em Goiás, deputado Gustavo Sebba, é um dos principais nomes da oposição a Caiado na Assembleia Legislativa (Alego). Ao contrário de Glaustin, Sebba deve permanecer no partido mesmo após a fusão e, embora seja mencionado nos bastidores como possível pré-candidato ao governo de Goiás em 2026, isso não significa necessariamente que sua candidatura vá se concretizar.

Nos bastidores, a movimentação de Sebba e Marconi tende a pressionar vereadores e deputados estaduais do PSDB ligados à base de Caiado a buscarem outras siglas durante a janela partidária de abril de 2026, quando a troca de partido é permitida sem risco de perda de mandato. 

Outro nome que pode deixar o PSDB é a vereadora por Goiânia Aava Santiago. Cotada para disputar um cargo federal, Aava deve se filiar ao PSB, partido que pode abrigar candidaturas de centro-esquerda. Internamente, ela é vista como o único nome com viabilidade para disputar o Senado em uma frente progressista. O campo da direita já articula três nomes para o Senado em Goiás: a primeira-dama Gracinha Caiado; o vereador Vitor Hugo (PL); e o deputado federal Gustavo Gayer (PL).

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